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| Chaos | |
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| Tweet Topic Started: 25 Feb 2016, 15:33 (455 Views) | |
| Metamorphoses | 25 Feb 2016, 15:33 Post #1 |
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Lord of Nopes
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| Metamorphoses | 25 Feb 2016, 15:37 Post #2 |
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I “Neste glorioso dia, eu declaro … Magnus Augustus, Rei de Lachaise … Imperator e Pontifex Maximus do Império de Andrómeda!” proclamou o Senador Gnaeus Garrulous. A multidão a seus pés lançou as mãos ao ar em aclamação, e o som de trombetas se fez soar. Não era todos os dias que um Imperator era coroado. Não, não era, mas este era um deles — um dia de dias. Seguiu-se-lhe o raspar áspero de aço contra couro, quando a Guarda Pretoriana desembainhou os seus gládios em uníssono, erguendo-os em oblíquo, formando um arco quase-triangular sob a sombra do qual o recém-coroado Imperator percorreu a distância que separava os confins do Palácio do Púlpito — uma coluna isolada, ligada ao Palácio por uma estreita ponte, suspensa quilómetro e meio sobre a plebe. O Imperator envergava púrpura, e a sua pele era branca e lisa. O emaranhado dos seus caracóis e barba eram de um cinzento pálido, e os seus olhos eram vazios de expressão. Olhando para baixo, de todos os seus três metros de altura, o Imperator ergueu as suas mãos. Fez-se silêncio. Por todo o planeta. Por todo o sistema. Atrás de si, os sete sóis do Império alinhavam-se em testemunho, coroando-o no seu esplendor. *** Mil duzentos e quarenta e três anos depois, o Imperator também envergava púrpura. A sua pele era de um tom escuro, encardido e encrostado, e os seus olhos encontravam-se semicerrados e contraídos, como se em pensamento profundo. Há quem diga que só há dois dias verdadeiramente importantes na vida de uma pessoa: o dia do seu nascimento, e o da sua morte. Em muitos aspetos, o Imperator era diferente dos Homens, mas não neste — e este, também, era um dia de dias. II Um cometa rasou o ar. A sua cauda deixou um rastro carmesim nos céus. Os cometas, diziam, eram arautos de mudança. Este não era exceção. Anunciava a peste. Anunciava a guerra. Anunciava a fome. Anunciava a morte. “Terra não é mais,” disse o velho, acocorado sobre os escombros. “Terra não é mais.” *** Na Necrópole Augusta, uma cidade fantasma de granito e memória, meia dúzia de mulheres se atarefavam em volta do corpo ainda quente do Imperator. Envergavam mantos pretos debruados de ouro, e as suas bocas estavam cosidas com linha grossa. As Irmãs Mordazes — ordem na qual fora investido o poder de preparar os corpos dos Imperators — encontravam-se debruçadas sobre o seu sarcófago fúnebre de Sopro e Osso. Com gestos delicados, e instrumentos de precisão, as Irmãs drenaram-lhe o sangue — o seu icor, a sua élan vital — vertendo-o para ânforas de vinho doce, e retiraram-lhe as vísceras, substituindo-as por um bouquet de hortênsias azuis, em seguida envolvendo o cadáver em mortalhas de seda de amoreira. Era do entender dos médicos da corte, proponentes da teoria humoral, que a doença que havia ceifado a vida do Imperator, e que havia feito sucumbir todos os principes — a lepra bucólica — tinha como origem um desequilíbrio entre os quatro humores: sangue, bílis negra, bílis amarela, e fleuma. No entanto, os sangramentos e as sanguessugas pouco fizeram para alterar o desfecho funéreo: Na madrugada do 22º dia de Maio do ano 337.322 AI ("ab Imperium"), em plena Era do Cobre, o Pontifex Maximus de Andrómeda, Imperator Magnus X Augustus, foi encontrado morto pelos seus pajes, prostrado de bruços no meio do lago do seu jardim de inverno, rodeado por uma auréola de cisnes que lhe debicavam a língua e os olhos. A sua morte — tão súbita como esperada — deixava para trás um trono vazio, e quase milénio e meio de um reinado de paz. Sem herdeiros viáveis, um vácuo de poder se instalara, e uma crise de sucessão se anunciava. Mas o Imperator estivera ciente disto, aparentemente, e tomara as precauções necessárias — no decorrer do seu ofício, as Irmãs Mordazes haviam encontrado o seu Confessionário, um fino disco de marfim, nos conteúdos do seu estômago, entre fígado e pâncreas. De imediato, as Irmãs fizeram passar a mensagem ao Senado, que se reuniu de imediato em conclave. Os grandes sinos de cobre dos claustros da capital se fizeram soar … uma vez mais… *** Um trio de sentinelas guardava as portas da câmara do Senado. Não estavam lá para impedir a entrada de ninguém, mas sim para impedir a saída, sob pena de morte, dos Senadores que lá dentro se encontravam barricados. Assim ditavam as leis do Império. Era a primeira sessão do Senado à qual Olyver assistia. Um jovem escriba de olhos verdes e pele acobreada, Olyver molhou a sua pena de águia num frasco de tinta, suspendendo-a a duas polegadas sobre um pergaminho em branco. A seu lado, na tribuna, o Senador Polus Parallax se levantou, e o burburinho cessou. O Senador aparentava grande dignidade, e desceu da tribuna para o meio da câmara. Milhares de olhos encontravam-se postos em si, de cima das bancadas que forravam as paredes da sala. O Senador pigarreou, e dirigiu-se aos seus colegas, reunidos em sessão sumária e extraordinária. “O Imperator está morto,” começou. “Sim, o Imperator está morto.” “Morreu como viveu, e a sua morte pesa-nos a todos.” A sua cabeça descaiu sobre o seu peito por instantes, antes de retomar o seu discurso. “O Imperator está morto,” reiterou, “mas a sua memória permanece connosco.” Após uma curta pausa, Polus produziu o Confessionário encontrado do interior das suas mangas, erguendo-o para que todos o pudessem ver. “O Imperator,” continuou, “deixou-nos um Legado.” Sussurros zangados se fizeram ouvir, enquanto a câmara era abalada por um concerto de vozes elevadas. “Um Legado?! Isso é um acontecimento sem precedente!” protestou um Senador gordo com olheiras profundas e modos de sapo. “Que provas de autenticidade tem?!” juntou-se-lhe outro. “SILÊNCIO!” Polus rugiu. Fez-se silêncio. “O testemunho é autêntico,” retrucou, “foram as Irmãs Mordazes que o encontraram. Acaso duvidam da sua palavra? Acaso duvidam da minha?” Nova onda de sussurros. “O Imperator,” continuou, “especifica que na ausência de um herdeiro ao Trono Sublime — como, não preciso de relembrar, é o presente caso — a legio prima, a primeira legião, deverá embarcar a flagship da marinha imperial—” “Uma incursão militar?!” interrompeu uma voz. “Decerto graceja!” “Não podemos prescindir da nave capital da armada!” corroborou o Senador sapo. Polus lançou-lhes um olhar frio. “Recusam executar as ordens do vosso Pontifex?” sussurrou, ameaçadoramente. “Relembro que, como Regente, tenho plenos poderes para executá-los por traição.” Instalou-se um silêncio pesado e assustado. Alguns Senadores restolharam nos seus assentos desconfortavelmente. “É o desejo final do Imperator, do vosso Imperator, que a primeira legião embarque a Chaos, e parta em peregrinação, rumando em direção a um destino incerto — coordenadas espaciais muito para lá do espaço explorado e do alcance do Império.” “Seja feita a sua vontade,” replicou o Senador Gaius Gargantus, calmamente, ao fim de alguns segundos. “Seja feita a sua vontade,” ecoaram os restantes. *** Na madrugada do 13º dia, o Arúspice Plenipotenciário e Intemporal, Delphos, leu as entranhas de um corvo albino e declarou o amanhecer de uma nova era: A Era do Ferro. III O porto militar de Ravenna estava num estado de caos. Um exército de engenheiros se atarefava em volta da nave, inspecionando cada polegada do seu casco, calibrando bocados aqui e acolá. A nave, a Chaos, de mais de um quilómetro de envergadura, tinha sido modelada à imagem das antigas galeras. A sua figura de proa era dourada, e as suas velas exibiam a insígnia do Império. Do topo do castelo da proa, o Almirante Tiberius Hux inspecionava o horizonte. A sua armadura dourada contrastava com os seus olhos cinzentos e a sua pele azul. As portas do hangar estavam escancaradas, e uma coluna de escravos Sancti carregava milhares de caixas e contentores rampa acima. Do outro lado, na colina, as coortes imperiais aguardavam a ordem de embarque. Edited by Metamorphoses, 27 Feb 2016, 00:45.
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| Morgomir | 27 Feb 2016, 01:26 Post #3 |
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O Rei da Festa
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As memórias vaguearam para dias antes, no funeral do Imperator, como os humanos imperiais lhe chamavam. Fileiras de Arslan tinham-se colocado lado a lado, ombro com ombro, e tinham apontado os seus arcos compósitos electromagnéticos para o ar, soltando depois um grande conjunto de flechas com as pontas coloridas... Uma última homenagem a esta encarnação de Tengri, o seu Deus. De seguida, arrumaram lentamente as suas armas e subiram para os seus cavalos, afastando-se lentamente da cerimónia. - Procurar um novo Tengri, esta é a nova missão da "Honra". - permitiu-se recitar para o ar Ubodai Khan, o Tumetu-iin Noyan (líder de dez mil homens e assim líder da Honra de Tengri). - Nunca desde a criação deste honroso corpo, fomos incumbidos de tão grande e importante missão. Subedei fixou os seus olhos no velho Khan, possuidor de uma enorme barba branca, que estava enlaçada em tantas tranças como a sua crina... Aquele homem era o mais corajoso, o mais experiente e o melhor guerreiro Arslan depois de Tengri Khan... possivelmente até melhor, pois ultrapassava em largos anos experiência o recém Tengri Khan, eleito há uns poucos cinco anos. Rumores passavam na "Honra", que ele tinha rejeitado tornar-se no Tengri Khan porque dissera, alegadamente, que: "O meu dever é para com Tengri, além disso, a idade já pesa, os ossos já se queixam... Não seria o representante de Tengri durante muito tempo, até Erklikhan me chamar para cavalgar pelas planícies eternas do reino da morte, ao lado de todos os meus companheiros que já lá vão." A rapariga sabia que aquilo era mentira. A forma como Ubodai combatia, a forma como ainda retesava o arco como se de palha a corda se tratasse, a rapidez e o vigor dos seus golpes da Erklikhan, a espada que servia os Tumetu-iin Noyan há milénios e mantida em forma pelos melhores ferreiros Arslan. A única morte rápida que Ubodai encontraria era a da espada, isso ela o sabia. Por outro lado, via os restantes Mingham... alguns muitos novos, ansiosos por servir o grande Ubodai, outros mais velhos, ansiosos por ocupar o seu lugar... Isso apenas aconteceria se ela deixasse. - São tempos estranhos... Primeiro, a morte de Tengri... Seguida desta missão... Depois, a Idade do Ferro... Sinto no Vento que mudanças vêm aí, para bem ou mal... - soou shaman com a cabeça escondida no capuz castanho-escuro. Apenas dois olhos se permitiam mostrar naquela penumbra, dois olhos de uma côr ambárica e onde se parecia mostrar um olhar de caçador, quase que felino. - Mudanças? Os Arslan não gostam de mudanças... Tendem a cavalgar contra elas... - disse um dos Mingham, mais veteranos da "Honra de Tengri" - É isso que estamos a fazer... - ripostou secamente Ubodai. - Vamos reclamar um novo Tengri, para evitar que os ambiciosos membros do Senado usurpem o lugar que apenas o nosso deus merece. - a sua mão apertou a bainha de Erklikhan, com um pomel de ouro encrustado por uma safira... A lâmina em si era ainda mais bonita, estando no entanto conspurcada pelo sangue de vários inimigos que tinham caído perante ela. Subedei não sabia bem o que fazer da situação... Por um lado, sentia-se orgulhosa por encetar em tal missão. Por outro, perguntava-se até que ponto era prudente enviar a Legião mais importante do Império de Andrómeda para longe. A sombra dos Inquisitores e outros inimigos indesejáveis projectava-se sobre o Império agora como o sabia... isso e a sombra da instabilidade civil. Os seus olhos perderam-se novamente em memórias, por entre as grandes torres de Syracuse. Será que o Basileus preparava vingança agora contra os seus, sem a mão de Tengri para o agarrar? Abanou a cabeça dentro do seu elmo, afastando tais pensamentos. Sobre o seu cavalo, dirigiu a sua visão para os milhares de soldados da Legio Ptima, a melhor Legião da Galáxia. A águia brilhava aqui e ali, tal como os olhares sérios de milhares de homens, veteranos de inúmeras campanhas e batalhas. Esperavam ordem para o embarque todos eles, incluíndo os Arslan, como sempre montados nos seus cavalos, preparados para uma viagem da qual sabiam que muitos não iriam voltar. - Mais uma campanha, Subedei Khan. - disse Ubodai, quebrando o silêncio. - Mais uma viagem para uma filha de um engenheiro... Estás pronta para a viagem da tua vida? - completou o veterano com o olhar preso na Chaos. - Viagem da minha vida? - pensou ela alto, fixando o Tumettu da Honra. Abanou a cabeça, sentindo o cabelo longo a acariciar os lados do seu pescoço. - É só mais uma, mais virão... A viagem eterna ainda está longe. Ubodai respondeu apenas com um aceno... e mais palavras não foram travadas. Esperava a ordem do Legatus. Edited by Morgomir, 27 Feb 2016, 01:35.
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| Metamorphoses | 28 Feb 2016, 03:13 Post #4 |
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Lord of Nopes
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V “Ali,” apontou o homem. “Ali faremos a nossa nova casa.” A criança franziu os olhos, a sua visão ofuscada pela claridade de sete sóis. *** Sii passeava pelas ruas de Neo Cartago, a sua mão direita pousada sobre o pomo da sua espada. Aqui e ali, lançavam-lhe olhares lascivos e libidinosos. Não era comum ver uma Kalassian fora do seu habitat natural — e por “habitat natural” entenda-se um leito entre quatro paredes. Ao passar por um dos vários mercados de rua da cidade, roubou uma tarte de carne de uma montra. Trincou-a cuidadosamente — já não comia há dois dias. Os sucos da carne e a massa fofa e amanteigada eram-lhe deliciosos. Devorou o resto da tarte, limpando a boca com as costas da mão. Parou, sentindo-se observada. Duas Kalassians seminuas e com chokers prateados olhavam-na altivamente da varanda de um bordel. Vestiam véus translúcidos de um amarelo cor de açafrão que contrastava com as paredes caiadas do estabelecimento. Em tempos, aquilo fora a sua vida. Era prática comum: as raparigas bonitas dançavam para os prefeitos e tribunos de dedos papudos e bolsas tilintantes nas suas orgias estufadas e decadentes. Mais tarde, quando já não tivessem dentes, seriam retalhadas em postas, e os seus órgãos vendidos em bulk. Virou à esquerda, em direção ao templo de Ba’al Hammon, e sentou-se nos degraus de calcário. O porto mercante, uma vasta cidade que recobria o planeta inteiro, era o maior e o mais importante do Império. Uma metrópole cosmopolita, era casa, ou lugar de passagem, para uma miríade de raças, etnias e espécies. O ar era abafado por milhões de línguas e dialetos, enquanto mercadores com togas coloridas regateavam o preço de sedas e especiarias sobre canecas de cerveja de cevada. Centenas de milhares de naves pousavam todos os dias, descarregando o seu cargo. Algumas permaneciam lá dias, outras, horas. A presença do Império era mais relaxada aqui. A guarnição era pequena, e as rusgas aos porões das naves eram infrequentes. Alguns legionários patrulhavam as ruas, mas em geral não tinham que lidar com muito mais do que com bêbados e batoteiros. Uma sombra escureceu o dia. Os sinos das torres de vigia soaram um alarme. Ao longe, ouvia-se o rugido de motores. *** “Legião,” dirigiu o Legatus Scipio Caecilius, “em marcha!” O Legatus era um homem de olhos azuis e pele queimada pelo sol. A sua armadura estava repleta de arranhadelas e amolgadelas. Aos setenta e dois anos, era veterano de cento e quatro batalhas. Os legionários à sua frente, munidos de gládios e pilos, iniciaram a sua marcha, seguidos das alae Arslan, transpondo a colina, e embarcando na Chaos. Ao sinal do Almirante Tiberius, a nave largou amarras e iniciou a sua ascensão vertical, propelida pelos seus poderosos motores de repulsão magnética. Edited by Metamorphoses, 8 Mar 2016, 00:37.
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| Alfador | 28 Feb 2016, 13:11 Post #5 |
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O Maquinista
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Por entre o mármore da povoada taverna, as vigas de madeira da célebre Thuja plicata vibravam com as fortes batidas que provinham da mesa de pedra junto à grande janela da entrada. Era assim que os Kritillianos mostravam excitação ou riso, produzindo sons por entre as suas mandíbulas e quelíceras, e batendo com as suas lâminas mortais numa superfície rija. Consercius, já habituado, não fez caso da barbaridade da criatura, mas teve que passar os dois dedos pelas têmporas mais uma vez ao sentir o estremecer dos seus tímpanos. - Entãoooo, temos que fazer a viagem mais uma vez. - começara Xabregas, afagando o pêlo do seu animal de estimação com a pequena mão direita, que permanecia quieto e sentado a seu lado num banco de madeira. - Gostei bastante de ver assss... casas, berçários, dos Sancti. - E mais oportunidades irão surgir. Mas conta-me, sempre haveis recebido um mandato especial? - o homem em frente fitava o grande insecto com os seus olhos azuis reluzentes, complacentes e calmos, portando os seus robes habituais brancos e límpidos unidos por uma faixa púrpura, assim denotando a sua posição por entre as classes. Mascava calmamente ervas curadas. - Siiiim! Foi-me prometido 5 viagens livres, e mais um Iusum Dignitatum. Que vou provavelmente usar para garantir passagem para o sistema de Ars, sim sim! Tenho que visitar Kritill antes disso claro, claro. - Citius venit malum quam revertitur. Tomai cuidado amigo, pois a viagem soa tão importante quanto perigosa. - Oh sim sim, sempre. - e com leves batidas na mesa com a lâmina esquerda terminou a afirmação. - Mas falemos de mais assuntos, sim? O diálogo não se estendeu durante muito, pois num sobressalto Xabregas havia perguntado as horas a Floresco, que prontamente informou. Sem demoras, e com um ligeiro e fraco aperto de mão, despediu-se do seu amigo. O seu caminhar ágil fez caminho até à entrada, com a velocidade habitual que requeria com que o peludo Brucrax acelerasse o passo. Floresco sabia que Xabregas nunca fora pontual, preferindo chegar sempre 1 ou 2 horas mais cedo do que o esperado. |
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| Griffin | 28 Feb 2016, 18:43 Post #6 |
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Ditadora local
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Floresco olhava em redor na taberna, mais por distracção do que por curiosidade, ouvindo só o que julgava ser os pontos chaves da conversa. Mais no caso de ter que relembrar algo à sua dona mais tarde. Os afagos eram no entanto agradáveis. Quando disse as horas a Xabregas, adivinhou lentamente que teriam que estar lá antes do tempo, como era costume. Assim que chegassem, voltaria a dizer as horas, para confirmar que, de facto, chegaram cedo. |
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| Morgomir | 28 Feb 2016, 23:06 Post #7 |
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O Rei da Festa
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- Cento e quatro batalhas… Ah! – soou subitamente a voz de Ubodai com um sorriso escondido sob o elmo. – Em breve, cento e cinco que combato ao lado daquele maldito humano. – declarou, enquanto cavalgava pela proa da Chaos. – Já o salvei vezes sem conta. O shaman ao seu lado fixou o khan e abanou a cabeça. A amizade entre os dois comandantes era conhecida por entre a Legio Prima, apesar o tom gozão com que Ubodai tratava o seu companheiro. - Tal como ele já salvou a sua, vezes sem conta. – retorquiu indivíduo. Ubodai soltou uma gargalhada: - Assim nunca mais nos livramos um do outro! – afirmou, enquanto puxava as rédeas do seu cavalo, conduzindo-o para os estábulos onde ficariam durante a viagem. – Pelo andar da carruagem é a doença que nos mata. Subedei abanou a cabeça com um sorriso perante as afirmações de Ubodai, colocando o cavalo no seu compartimento afagando-lhe depois a crina. Após retirar as armas e colocar a aljava nas costas, pediu autorização a Ubodai para se afastar. O khan deu-lhe autorização com um gesto da sua mão, enquanto se afastava com os seus dez guardas para se reunir com o Legatus como lhe tinha sido pedido. Com uma ligeira vénia, Subedei afastou-se em direção às cantinas |
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Name: Kyunmei Tanaga Position: Mosqueteiro e Armeiro Weapon of choice: Espingarda e duas pistolas Power and abilities: Gunpowder skills Wanted reward: 0 berri Signature moves: Pistol Marksmanship: - REPEL SHOT - Explosive Shot | |
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| Erok | 6 Mar 2016, 00:38 Post #8 |
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- Gladiators! - ouviu Sii alguém gritar enquanto a cidade portuária entrava num frenesim em preparação para o ataque. Ela não precisava ter-lo ouvido para saber. A aterradora sombra criada pela armada a passar em frente ao sol dera-lhe toda a informação necessária. Era hora de saír dali. Com certeza centenas de milhares de mercadores estariam prestes a abandonar o planeta. Mesmo sem dinheiro não seria difícil escapulir-se dentro de uma das naves, ou entrar numa como tripulação temporária naquela emergência. Dirigiu-se ao centro das docas onde os relaxados mercadores arrumavam agora os seus bens, enquanto outros acelaravam o passo freneticamente, a confusão de línguas transformada agora numa cacofonia quase insuportável. - Trabalho por transporte! Trabalho por transporte! - juntou-se assim Sii às restantes vozes, dirigindo-se a quem lhe parecia responsável por naves mercantes. |
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Name: Hideo Raiji Position: Capitão Weapon of choice: Quatro pistolas, punhal Akuma no Mi: Tamashī Tamashī no mi Wanted reward: 0 berri Signature moves: Bullet Tornado | |
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| Metamorphoses | 7 Mar 2016, 22:00 Post #9 |
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Lord of Nopes
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VII "Ergue-te," entoou Solpheig. "Ergue-te," ecoaram os restantes. "Ergue-te," continuou Solpheig, "E sê um de nós." "Um de nós..." balbuciou a criatura do fundo do poço. *** Nos corredores contíguos à câmara do Senado ouviam-se o bradar de vozes. "...INCONCEBÍVEL!" berrou o Senador Glaustopher, Duque de Esther und Peranthel. "Lamento, Lorde Regente, mas sou forçado a concordar. Mandar a Chaos foi um erro tácito. Estamos vulneráveis, o nosso ventre exposto, e não tarda uma lança se nos cravar na carne," juntou-se-lhe o Senador Lohengrin, do Sistema Parsifal. Uma frota inimiga fora avistada a dois dias do planeta Neo Cartago, o maior porto comercial do Império. As naves — as suas hulls arranhadas e corroídas por sangue, chuva, e chuvas de sangue — eram velozes, e precedidas pela sua flagship, a Coliseum. Transportavam, entre si, poder de fogo suficiente para pulverizar o planeta, se assim o entendessem. "Uma incursão Gladiator," recapitulou Polus, "A primeira em mais de um século." "Confesso," reflectiu, "Tornamo-nos desleixados, complacentes até." "Mas o poderio do Império não vacilará," continoou, rangendo os dentes, "Não vacilará." "Senador Glaustopher," dirigiu-lhe Polus, "Tem razão. É inconcebível." "E, por isso," continuou, "Dou-lhe a oportunidade de salvar o dia." "Despache a sua flotilha, intercepte a armada Gladiator." "A m-m-minha...?" balbuciou o Senador, subitamente lívido. "É uma ordem do teu Lorde Regente," retrucou Polus rispidamente. Voltou-se. "Arautos," ordenou, "despachem um beam à Chaos. Rumo a Neo Cartago, a todo o vapor!" *** "Subedei!" chamou um khan, "Assembleia no convés principal em três minutos. Comunicado urgente do Legatus." *** Glaustopher Spiel era um homem de porte médio, com uma pêra cor de aço e mutton chops de um ruivo flamejante. Envergava uma túnica de cetim preto e uma faixa púrpura debruada a ouro. Passou a mão pela sua testa, onde reluziam gotículas de suor. A sua flotilha carregava especiarias e escravos, os pilares sobre os quais construíra a sua fortuna pessoal. Ter que prescindir da sua frota era mau para os negócios. Muito mau. "Xabregas," sussurrou, "dobro-te o ouro, mas garante-me que a minha frota chega a bom porto." *** A sorte não lhe sorria. Sempre fora assim. Decerto algo parecido passou pela cabeça de Sii quando sentiu a sua espinha ser abalada pelo choque sísmico de uma deflagração. Um torpedo sub-atmosférico tinha atingido as sky trenches da cidade, duas milhas a sul dali. Neo Cartago, sendo o porto mais importante do Império, encontrava-se protegida por um complexo sistema de trincheiras — um emaranhado de torres, com fortificações construídas a centenas de quilómetros do solo — que serviam de posto de defesa avançado. Encontrava-se. Era lenda — a armada Gladiator vinha sempre precedida por um cometa. Naquele fim de tarde, os habitantes de Neo Cartago descobriram que o cometa da lenda não passava de uma salva de torpedos. A explosão tinha sido brutal. Trincheiras, torreões, fortificações — tudo tinha sido reduzido a escombros. As ruas ao nível do solo ficaram cobertas por uma nuvem de pó e detritos, uma neblina castanha que impedia à multidão em pânico enxergar um palmo à frente dos olhos — nem um piloto experiente arriscaria levantar voo nequelas condições. Centenas foram espezinhadas, enquanto a populaça em pânico corria sem rei nem rumo, tentando fugir da chuva de shrapnel que caía de todas as direcções. Edited by Metamorphoses, 8 Mar 2016, 00:25.
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| Oakshadow | 7 Mar 2016, 22:42 Post #10 |
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Membro
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O chão de uma das tabernas de Neo Cartago abanou atirando cálices, ânforas e clientes em todas as direcções. Marcus aterrou de cara no avantajado peito da empregada, uma moça roliça, com quem estava a conversar quando se deu a explosão. - Desculpa miúda, o autógrafo vai ter que ficar para depois. - disse, enquanto se levantava e corria porta fora para ver o que tinha acontecido. |
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| Alfador | 7 Mar 2016, 22:52 Post #11 |
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O Maquinista
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Ouro era relevante para si, ó se era! Mas de momento era-lhe impossível exibir tal, e tão pouco do seu interesse. A sua boca fez os seus chocalhares habituais antes de começar a falar. - Assim o garanto, dado que não a destruam em pleno ar. - respondera inocentemente, ignorante do seu agourar. Bateu com uma das patas no chão e virou-se. - Floresco! Há um porto para salvaguardar. O seu prestável servente, ou animal-de-estimação, sabia o que isso implicaria: o serviço como pajem para a armação da sua dona, e a procura de um lugar seguro a fim de evitar o conflicto mortal. Xabregas no entretanto, ponderava a táctica e previa os incidentes do conflicto. Tinha já em ideia o melhor local para o efeito. |
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| Erok | 7 Mar 2016, 23:24 Post #12 |
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Old School
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Tarde demais. Afinal os dois dias de distância nada significavam. Sii pegou num dos lenços que brotavam de um contentor caído na confusão, enrolando-o em volta da sua cabeça. Sendo o epicentro aparentemente no céu, não correu dele. Procurou entrar numa nave próxima para aguardar por melhores condições de visibilidade. Edited by Erok, 8 Mar 2016, 00:42.
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Name: Hideo Raiji Position: Capitão Weapon of choice: Quatro pistolas, punhal Akuma no Mi: Tamashī Tamashī no mi Wanted reward: 0 berri Signature moves: Bullet Tornado | |
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| Morgomir | 7 Mar 2016, 23:29 Post #13 |
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O Rei da Festa
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Subedei fixou o khan e depois dirigiu-lhe um leve aceno com a cabeça. Lá se ia a hipótese de comer alguma coisa, dirigiu-se ao convés principal, encontrando outro Noyan pelo caminho, com o qual manteve conversa até chegarem ao lugar da reunião. |
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Name: Kyunmei Tanaga Position: Mosqueteiro e Armeiro Weapon of choice: Espingarda e duas pistolas Power and abilities: Gunpowder skills Wanted reward: 0 berri Signature moves: Pistol Marksmanship: - REPEL SHOT - Explosive Shot | |
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| Metamorphoses | 8 Mar 2016, 18:50 Post #14 |
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IX "Sangue do meu sangue," grunhiu a forma no centro da sala. "Sangue..." M. "Recebemos um beam dos mantos púrpura do Senado," resmungou o Legatus para as suas tropas. "Não fui informado da natureza exacta nem da extensão real do problema, mas há, de facto, um problema, o que quer seja. Senadores, burocratas -- são sempre um empecilho, um entrave à ordem. Enfim." Suspirou. A constante interferência do Senado nos afazeres do exército irritava-o. Continuou. "O Almirante foi comandado pelo Lorde Regente a fazer um desvio. É um contratempo ligeiro, e aproveitamos para fazer uma supply run, não que seja preciso, ainda agora largamos âncora." "Aparentemente os legionários da guarnição de Neo Cartago andam moles. Precisam de uma ensaboadela e de um puxão de orelhas." Sorriu, um sorriso amarelo e animalesco. "Atracamos em Persepolis em dia e meio. É tudo." "Dispersar!" ordenou um tribuno. O Legatus afastou-se. Apesar das suas palavras, mostrava-se inquieto e apreensivo. Raspou as solas das botas contra as lajes do convés. A bombordo avistava-se Danäe, uma nebulosa de um dourado carmesim. A. & G. A fragata Aufdermaur, flagship da frota privada do Barão Spiel, largou amarras. Para trás deixava o complexo industrial que constituía a baronia de Esther u. Perenthel, rumo a este, a Neo Cartago. E. & O. A empregada fingiu corar, enquanto resmungava entredentes. Tanto assédio e nem uma gorjeta decente tinha recebido. Os seus pensamentos foram cortados, porém, de forma algo brusca. Uma farpa de metal se havia abatido sobre o tecto da taberna, impalando-a contra uma parede. Marcus havia se escapado de boa. A rua à sua frente apresentava-se como um emaranhado humano, com caixotes de mercadorias e veículos reduzidos a tiras de madeira e metal. Ouvia-se ao longe o ranger de metal contra metal, e o crepitar de chamas. A shuttle onde Sii se havia abrigado era pequena e cheirava a naftalina. A superfície metálica havia sido recoberta com cortinados floridos e pratos de porcelana. Um vulto apontou-lhe a ponta afiada de um abafador. "Quem és?!" exigiu a velhota. Edited by Metamorphoses, 8 Mar 2016, 18:55.
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| I come from Nopeland. It's like Neverland, but with no Peter Pan, and a whole lot more nopes. | |
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| Morgomir | 8 Mar 2016, 19:10 Post #15 |
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O Rei da Festa
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Uma mão pousou o ombro do Legatus quando a maior parte do pessoal já se tinha afastado. - Porquê a apreensão, velho amigo? Até parece que é a primeira vez que nos mandam às escuras num qualquer desvio em missão. - perguntou Obedei, lembrando-se de um "pequeno desvio", numa campanha no Segmentum Germanicus em que acabaram emboscados pelo Warlord Herminius dos Cherusci, um grupo de aliens particularmente maus que tendia mais a fazer emboscadas que a atacar directamente. No final a vitória tinha sido imperial, com grande custo para as legiões que não a Prima. ---- - Neo Cartago... - fungou Subedei, não gostando do destino final do desvio. - Porquê os nervos? - perguntou o Noyan com um sorriso. - A grande Subedei está com medo? O olhar frio dela alcançou o dele, enquanto ela abanava a cabeça. - Não gosto de lutar em mundos urbanos... Ou cheios de entulho... - não soube muito bem porque disse a última parte mas teve um pressentimento. - São maus para os cavalos. - abanou a cabeça. - Vamos mas é comer alguma coisa, agora que isto está despachado... - concluiu, afastando-se a passos largos em direcção à messe. |
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Name: Kyunmei Tanaga Position: Mosqueteiro e Armeiro Weapon of choice: Espingarda e duas pistolas Power and abilities: Gunpowder skills Wanted reward: 0 berri Signature moves: Pistol Marksmanship: - REPEL SHOT - Explosive Shot | |
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4:38 PM Jul 13
