| #1 - Pela Calada da Noite | |
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| Tweet Topic Started: 15 Mar 2009, 16:56 (23,603 Views) | |
| SkyStorm | 3 Jul 2009, 21:13 Post #541 |
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Viajante de Honra
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Arien deixou a postura defensiva e fitou, incrédula, Err'Ktorg. Seria possível que aquela ignóbil criatura não tivesse percebido que a sua vida estivera por um fio? O pior é que perdera uma oportunidade de ouro, com ele a dormir e longe dos seus companheiros. Sabia perfeitamente que ele poderia rapidamente tornar-se um perigo. - Raio do cavalo - murmurou baixinho, para si própria - Tenho pena que a cabeça dele não esteja a prémio também. |
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| Alfador | 3 Jul 2009, 21:15 Post #542 |
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O Maquinista
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- Seu lama rrretarrrdado! - replicou Err'Ktorg, retirando um dos pequenos machados, enquanto corria contra o grande Sábio. - Faço de ti um casaco de peles! |
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| Griffin | 3 Jul 2009, 21:22 Post #543 |
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Ditadora local
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- Eu ouvi isso, não sou um cavalo!! - Gritou a criatura, ignorando o facto de Err'Ktorg estar a correr contra ele com um machado na mão. - E tu maricas, tá quieto. Quando Err'Ktorg estava muito próximo da criatura, ficou parado na mesma posição, sem que o corpo se pudesse mexer. Curiosamente, ainda conseguia mexer a cabeça. - E vocês as duas, que raio querem de mim?! |
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| SkyStorm | 3 Jul 2009, 21:29 Post #544 |
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Viajante de Honra
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- O Bicho tem bom ouvido - pensou Arien, inclinando a cabeça para o lado, curiosa. Ficou parada a observar o confronto entre ele e o lagarto. Que não chegou a acontecer. Err'Ktorg parara, mas aparentemente não por vontade própria. Ainda flectiu os músculos das pernas, ao ver a oportunidade que se oferecia para a captura do seu prémio. Mas parou antes sequer de começar a correr. Se aquela criatura era o todo-sabedor de que se falava e que pelos vistos tinha um poder enorme... talvez fosse ajuizado esperar e ponderar as novas circunstâncias. |
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| Alfador | 3 Jul 2009, 21:54 Post #545 |
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O Maquinista
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A cólera de Err'Ktorg começara a aumentar. Face a imprudências impossíveis e seres incríveis de uma omnipotência irritante, confronto inevitável sempre destruído e impedido de qualquer forma; era demasiado para aguentar. Ficou parado, pressionando o maxilar contra o seu grande crânio. Err'Ktorg queria sangue. |
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| Minakie | 4 Jul 2009, 12:58 Post #546 |
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Forever jobless, matey!
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Estava um dia agradável, nem muito quente nem muito frio. Uma brisa suave revolveu-lhe os cabelos.Ela não se lembrava de como a conversa começara, mas lembrava-se de como terminara. - Ainda acho que deverias voluntariar-te... é um trabalho em nome do reino, uma oportunidade de agradar ao nosso grandioso rei! - Não sejas ridículo. - a sua face adquiriu um tom rosado devido à frustração - O nosso grandioso rei não sabe sequer da existência da nossa aldeia oculta. - disse enfatizando a palavra grandioso num tom algo jocoso - Para além disso foi bastante ridículo afixar cartazes para recrutar voluntários. Qualquer infiltrado do reino vizinho poderia ter visto e ter já avisado o rei Zak e isso certamente traria a guerra de volta! Lyra fez uma pequena pausa antes de continuar, tentando organizar as ideias, procurando uma maneira melhor de lhe explicar o que sentia, e então continuou: - Tu sabes que odeio guerras... não há nada mais patético que ver criaturas de raças e reinos diferentes magoarem-se mutuamente. As guerras são horríveis e ninguém nunca ganha nada com isso. Ele observou-a por breves momentos. Não estava certo se ela saberia, mas aquele não era momento para confissões. - Mas nem todos numa guerra precisam de lutar - ele disse - Não me digas que nunca consideraste sequer a possibilidade de usares os teus poderes de cura para ajudar outros. Ela olhou-o de volta. Queria argumentar, encontrar uma desculpa razoável para não ter de partir. Mas nada saiu. Ela não conseguia encontrar as palavras certas por algum motivo. Era verdade que em todas as guerras anteriores ninguém da aldeia tinha intervindo, por esta se encontrar protegida por uma antiga magia que mantinha todos em segurança. Porém, várias vezes Lyra se sentira tentada a abandonar a sua pequena casa à saída da aldeia e ajudar os que necessitassem. Se nunca o fez, foi apenas por não estar certa de ser capaz de controlar os seus poderes... mas agora sabia que conseguiria fazê-lo. Não lhe restava alternativa. Teria de abandonar a aldeia e fazer-se à estrada. Depois logo decidiria se acudiria ou não ao apelo do rei, pois certamente já mais voluntários deveriam estar no terreno. Subitamente a cena mudou. A égua relinchou e empinou-se nas patas traseiras, e a rapariga foi de novo trazida à realidade. Onde estou? Ah pois, estou a caminho de lado nenhum e à procura de ninguém em especial, pensou para si mesma. Lyra acariciou o pescoço da égua, numa vã tentativa de a acalmar. O que raio se passaria com ela? Andava tão assustadiça ultimamente... Assim que a égua se acalmou seguiram viagem. |
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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ Romantic asexual: warm, subtle and ready to cuddle. ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ | |
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| Sapiens | 4 Jul 2009, 15:17 Post #547 |
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Chefe da Estação
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Sir Auguskhar olhou para o lado, ao ouvir o som de espadas serem embainhadas. O movimento ratativo do pescoço foi sóbrio, como que pensado por longos minutos; o olhar fixou-se primeiro nas espadas, depois na rapariga que as embainhava, e por último no rapaz atrás dela: Fernindande. Levantou-se, pousando o instrumento de ferro com que atiçara a lareira. Depois aproximou-se lentamente deles. Era um homem dos seus cinquenta anos, a cara já um pouco cansada e com algumas rugas, e no entanto o olhar e a sua postura mostravam força e vigor. A expressão era neutra, a tender para a dureza. O cabelo grisalho não era muito, e tinha uma barba curta a decorar-lhe a parte inferior do maxilar. Era alto, e parecia forte. Estava vestido com roupas de cerimónia, cor-de-rosa e verde-mar. As primeiras palavras foram dirigidas a Fernindande. - A tua mãe? Fernindande arrepiou-se ao ouvir aquela pergunta, não só pelo seu conteúdo, como pela forma como fora feita. Talvez a seu pai não lhe importasse minimamente a sua presença - nem a de sua mãe. Talvez o que importasse era que tudo corresse como era previsto. E se era previsto chegarem os dois ao mesmo tempo, isso tinha mesmo de acontecer. Regras - era isso que importava. Ao mesmo tempo, com aquela pergunta, Fernindande tomou conhecimento de que a mãe não chegara, o que o preocupou bastante. - Ahm... ela... ficou pelo baile. Disse que... se queria divertir um pouco antes de subir. Aliás, andava à sua procura, entre os pares de dança. - mentiu, à pressa, não pensando nas consequências daquele acto. - Ela deve saber que eu não gosto de dançar. Fui lá no início, como formalidade, mas vim-me embora. - disse Auguskhar. - E esta rapariga, quem é? - Uma amiga minha, meu pai. Acompanhou-me a mim... e à minha mãe... na viagem desde a capital. Eryanna. |
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| Kathleen | 4 Jul 2009, 16:19 Post #548 |
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O Mal
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— Feioso és tu! — Meteu as mãos nas ancas, desafiadoramente. Por pouco não lhe deitava a língua de fora. E agora? Parecia que ele fizera qualquer coisa a Err'Ktorg, mas não percebeu o que era. — E que tal responderes a umas perguntinhas e deixares-nos em paz? |
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"I've seen your flag on the marble arch, and love is not a victory march, It's a cold and it's a broken Hallelujah." | |
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| Griffin | 4 Jul 2009, 16:36 Post #549 |
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Ditadora local
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- Que maneira mais infantil de insultar-me, só podia vir de um fracasso como tu. - Disse a criatura para Corinne, num tom gozão. - E não estás em posição de me obrigar a nada. |
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| Kathleen | 4 Jul 2009, 16:48 Post #550 |
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O Mal
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— Fracasso? Como ousas?! — A sua voz subiu para um guincho. — Que sabes tu? — A sua pergunta desastrada esquecia o óbvio. |
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"I've seen your flag on the marble arch, and love is not a victory march, It's a cold and it's a broken Hallelujah." | |
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| Griffin | 4 Jul 2009, 17:06 Post #551 |
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Ditadora local
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- Eu sei tudo, como o facto de teres usado cinco velas ridículas para fazeres um feitiço simples e idiótico para desceres de uma janela enquanto podias ter descido as escadas, que custava menos fisicamente. A criatura parecia estar a divertir-se com Corinne. Podia notar-se que não havia forma de a criatura ter visto Corinne usar as velas, na posição onde se encontrava quando esta fez o feitiço. |
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| Leto of the Crows | 4 Jul 2009, 20:44 Post #552 |
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Wiskas Saquetas
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- Eryana Wildvan, senhor - disse, fazendo uma vénia educada. As mentiras de Fernindande ferravam-lhe a mente como um enxame de vespas. Ainda ia sobrar para ela, tinha a certeza. |
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| Kathleen | 4 Jul 2009, 22:07 Post #553 |
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O Mal
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Empinou o nariz. — Desci, não desci? Estou aqui, não estou? Então cala-te e responde às perguntas que te queremos fazer. |
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"I've seen your flag on the marble arch, and love is not a victory march, It's a cold and it's a broken Hallelujah." | |
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| Griffin | 4 Jul 2009, 22:21 Post #554 |
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Ditadora local
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- Não. Pffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff... - Continuou a fazer "pffffff" durante um bom tempo. |
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| Sapiens | 5 Jul 2009, 11:56 Post #555 |
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Chefe da Estação
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Sir Auguskhar virou-se para Fernindande, curioso, e ao mesmo tempo ligeiramente zangado. - E será esta tal Wildvan suficientemente importante para entrar na nossa Ala Real? - perguntou, pronto a dar um raspanete sério. - Não te avisei já de que o Senhorio d'ElMar não é uma estalagem para cada forasteiro que... - Meu pai, mas Eryanna é especial, sim. - interrompeu Fernindande. - É uma elfo. - Já vi elfos que cheguem na minha vida, não é por isso que são bem-vindos à Ala Real. Aliás, sou até bastante desconfiado com a sua... - Mas ela não é apenas uma elfo normal! - mentiu Fernindande novamente, e não se ficou por aí. - Ocupa um extracto social elevado nas terras para lá do mar, de onde veio. Sir Auguskhar olhou curioso na direcção de Eryanna. Fernindande, esse, tentou transmitir por telepatia a seguinte mensagem: Por favooooooooor, entra na mentiiiiiiiiiiiiiira! Só que Fernindande não tinha qualquer poder telepático. |
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