| #1 - Pela Calada da Noite | |
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| Tweet Topic Started: 15 Mar 2009, 16:56 (23,604 Views) | |
| Sapiens | 2 Jul 2009, 15:39 Post #526 |
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Chefe da Estação
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- Mas o meu pai fica nesta direcção! - disse, virando a esquina do fundo do corredor. A grandiosa porta encontrava-se trancada, tal como Fernindande previra. Bateu com força quatro vezes. - Mais concrectamente para lá desta porta, na Zona Real! |
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| SkyStorm | 2 Jul 2009, 15:59 Post #527 |
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Viajante de Honra
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Encostou-se ao tronco da árvore e levou a mão a uma das suas muitas adagas escondidas debaixo da capa. Teria de levar uma "recordação" como prova de ter completado a sua missão. Os cornos... sim, eles serviriam para o efeito, pensou Arien enquanto erguia a adaga. |
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| Leto of the Crows | 2 Jul 2009, 17:12 Post #528 |
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Wiskas Saquetas
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Eryanna preferiu não começar a bater na porta também. Baixou-se junto à fechadura e sussurrou palavras calmas, um pedido humilde para que ela os deixasse passar, confirmando de que não tinham qualquer mal intenção. Todos os seres possuíam uma alma, mesmo aqueles que não o aparentavam. Podiam eram não querer ouvir as suas preces. |
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| Sapiens | 2 Jul 2009, 17:43 Post #529 |
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Chefe da Estação
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Alguém abriu a porta do lado contrário. Era Sagitis, o antigo tutor de Fernindande. Ia a abrir os braços para abraçar o aluno, ao qual ensinara as letras e a álgebra, mas este último passou por ele, levando atrás a elfo, agarrada pelo pulso. - Mestre Sagitis, feche a porta! - exclamou Fernindande, desatando a correr. Tinham entrado noutro grande corredor, que parecia em tudo idêntico ao outro. No entanto, não tinha portas, a não ser uma, no fundo. No corredor que tinham percorrido ouviam-se gritos de "código negro, código negro!", e Gasigit apressou-se a fechar a porta. Ficou a olhar na direcção de Fernindande e Eryanna, que corriam já na direcção oposta à que onde ele estava. - Menino Fernindande, a quem é dirigido o código negro? - perguntou Sagitis, assustado. os guardas começaram a bater na porta com força, e continuaram a gritar as mesmas palavras. - A nós, Mestre! - gritou Fernindande, sem olhar para trás - E não abra! |
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| Leto of the Crows | 2 Jul 2009, 17:53 Post #530 |
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Wiskas Saquetas
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Nunca mais se meteria com humanos, estava dito. Continuou a correr, arrastada por Fernindande. Quando ele decidisse parar, pararia também. |
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| Sapiens | 2 Jul 2009, 18:30 Post #531 |
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Fernindande chegou ao fim do corredor, seguido de Eryanna. Levou a mão ao puxador da porta e abriu-o. Viram-se num prolongamento do corredor, só que desta vez ao ar livre. Era uma espécie de ponte de pedra que ligava o primeiro andar daquele edífico ao primeiro andar de outro. Não tinha qualquer apoio no chão, era como uma coluna de pedra, apesar de com beirais de ambos os lados. No lado contrário da ponte-varanda estava um outro edifício. Iluminado, prolongava-se para cima mais dois andares além do primeiro. Tinha um aspecto romântico, e era completamente corado por fora com motivos cor-de-rosa e verde-mar. A cúpula era um cone que se prolongava imenso, como se num palácio de contos de fadas. - Sempre adorei este sítio. - disse Fernindande, fechando a porta atrás de si, e virando-se para Eryanna. - Faz o favor de ires na frente. Sorriu-lhe, e olhou para a ponte de pedra. O local era absolutamente mágico. De repente, ao fechar a porta, era como se Fernindande tivesse deixado um mundo de terror para trás. |
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| Leto of the Crows | 2 Jul 2009, 18:36 Post #532 |
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Wiskas Saquetas
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Fez um leve aceno de cabeça e continuou em frente, perscrutando o redor com atenção. O que lhes faltaria mais acontecer? Serem atacados por corvos vindos do céu? |
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| Sapiens | 3 Jul 2009, 10:00 Post #533 |
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Iam a meio da ponte-varanda quando a porta de onde eles tinham vindo se abriu. Era o Mestre Sagitis, que ajeitava os mantos cor-de-rosa e verde-mar que trazia como vestimenta. Aproximou-se de Fernindande e colocou-lhe a mão no ombro. - Já estão ambos seguros. Quem desencadeou isto foi o anão, Kretus. Durante a sua ausência, menino Fernindande, conta-se que o anão perdeu o juízo. Foi ate despedido do seu trabalho há duas semanas, e não era suposto estar a fazer de porteiro. Talvez tenha aproveitado a confusão do baile para entrar para o interior do palácio. - disse o Mestre Sagitis, e depois sorriu - Mas agora está tudo controlado. Conte-me, Menino Fernindande, conte-me tudo o que se passou desde que se foi instalar para a cidade com a sua mãe. - Mestre Sagitis, terei todo o gosto em fazê-lo, mas para já apenas gostaria de informar o meu pai que cheguei, e arranjar dois quartos para ambos descansarmos. Amanhã teremos tempo para conversar. - Disse Fernindande. - Muito bem. O Menino Fernindande pode ficar no seu quarto habitual, na Ala Real, para onde se encaminha. Quanto à sua companheira, não sei se deseja que fique também na Ala Real, ou que vá para outra zona do palácio... - Ela é minha convidada de honra, e creio que não é necessário dizer mais nada. - Disse Fernindande, apresentando a amiga. - Eryanna, elfo, é natural das terras de além mar. - Tal como Fernindande I! - exclamou Sagitis, enclinando-se, e beijando a mão de Eryanna - É uma honra para mim conhecer uma elfo. |
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| Leto of the Crows | 3 Jul 2009, 11:10 Post #534 |
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Eryanna sorriu, sem muita vontade. - Agradeço-lhe os cumprimentos, senhor - respondeu. A seguir, tocou no assunto que a viera a remoer durante todo o caminho de Suecra (é assim o nome? lol) até ali. - Imagino que a vossa senhora, e mãe de Fernindande, tenha chegado antes de nós. |
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| Sapiens | 3 Jul 2009, 11:40 Post #535 |
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- A Senhora d'ElMar, antes de vocês? Não, pelo menos não a vi. É verdade que só entrei no meu turno a partir do pôr-do-sol, e pode ter-se dado o caso de ela ter chegado, e esteja aqui na Ala Real. Mas porquê? - virou-se para Fernindande - Ela veio sozinha? - Hm... houve... um.... pequeno desentendimento, e decidimos separar-nos durante a viagem. Mas já passou, foi só uma pequena crise. - Talvez também esteja no baile, lá em baixo, no pátio do palácio. É possível que esteja, embora Sir Aughuskhar já tenha subido para os seus aposentos na Ala Real. - disse Sagitis. - Não estava no baile. - disse Fernindande, começando a temer que a mãe não tivesse chegado. Então onde estaria ela? - Mande preparar dois quartos aqui na Ala Real. Quero-os limpos e prontos daqui a quinze minutos. - Sim, Menino Fernindande. Fernindande e Eryanna continuaram a atravessar a ponte que ligava a Ala da Entrada à Ala Real. Quando Fernindande abriu a porta de entrada da Ala Real, viu diante de si um cenário que já não via há muito tempo, e do qual tinha saudades. Era uma sala relativamente grande, e muito alta. O tecto exibia-se muitos metros acima. A sala estava iluminada por uma lareira, e inúmeros candelabros que deitavam imensa luz. Junto á lareira encontrava-se, sentado num sofa cor-de-rosa e verde-mar, o pai de Fernindande. mas continuemos a descrição da sala. Ricamente decorada e mobilada, a sala era de um explendor autêntico, e deixava qualquer um muito confortáveis. O ambiente convidava a sentar num dos cadeirões, e as estantes de livros de uma das paredes eram também bastante convidativas. Noutra parede estavam brasões e espadas, assim como retratos dos anteriores senhores d'ElMar. Por último, na última fachada interior, viam-se uma varanda interior no primeiro andar, e uma varanda interior no segundo. Só então, o tecto, pintado com motivos cor-de-rosa e verde-mar. Em cada patamar das varandas interiores viam-se duas portas, uma de cada lado. Eram quartos. Nessa parede das varandas interiores, encontrava-se ao nível do chão uma porta, atrás da qual estavam escadas em caracol que subiam até aos andares superiores dos quartos. |
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| Leto of the Crows | 3 Jul 2009, 19:51 Post #536 |
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Wiskas Saquetas
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Preferiu não se mencionar, até que alguém se lhe dirigisse. Não precisava que aparecesse outro maluco a gritar "código negro". Embainhara as espadas, entretanto, enquanto o olhar corria cada pormenor que se lhe apresentava. Era um lugar bonito, não havia dúvida, principalmente a ala real, com a sua estrutura. Porém, esperava que não se demorassem muito por lá. |
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| Griffin | 3 Jul 2009, 20:42 Post #537 |
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Ditadora local
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A criatura fitou durante um bocado as duas mulheres. Os olhos da criatura eram incomuns, invés de brancos, eram verdes, com a iris vermelha. Inspirou fundo e, em contraste com a sua graciosidade, falou em voz alta e rouca: - Eu tenho um nome suas feiosas!! E sim eu sei tudo!!! O volume da sua voz era alto, muito alto, tão alto que Err'Ktorg acordou com ele. Estranhamente, nenhum dos aldeões parecia acordar com o barulho da criatura. |
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| SkyStorm | 3 Jul 2009, 20:57 Post #538 |
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Viajante de Honra
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Estudou cuidadosamente a sua presa por um bocado. A blindagem natural da criatura, como em qualquer outra blindagem, tinha os seus pontos fracos. Iria pelos olhos. Um golpe rápido que atingiria o cérebro do lagarto e o mataria sem que ele percebesse o que lhe acontecera. Em todas as profissões há imprevistos, e a de Arien não era excepção. Isso não queria dizer que ela não amaldiçoasse os ditos imprevistos quando eles aconteciam. E foi exactamente isso que ela fez, quando iniciava o movimento descendente com a adaga e uma voz poderosa fez-se ouvir, acordando Err'Ktorg. |
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| Alfador | 3 Jul 2009, 20:59 Post #539 |
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O Maquinista
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Err'Ktorg levanta-se num ímpeto impressionante. - QUE RRRAIO? - olhou em volta, ignorando a presença da mulher que neste momento empunhava uma adaga e um ar ameaçador. - Quem se atrrreve a competirrr com a minha voz máscula? Começou a correr na direcção do som, segurando com uma mão o seu cinto. |
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| Griffin | 3 Jul 2009, 21:03 Post #540 |
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Ditadora local
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- Máscula?! Nunca ouvi uma voz tão maricas em toda a minha vida!! - Insultou a criatura, virando a cabeça para trás para fitar Err'Ktorg. |
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