| #1 - Pela Calada da Noite | |
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| Tweet Topic Started: 15 Mar 2009, 16:56 (23,607 Views) | |
| Sapiens | 26 Jun 2009, 10:13 Post #481 |
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Chefe da Estação
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Apressou o passo para a acompanhar, e depois voltou a estabilizá-lo, adaptando o ritmo dos seus passos ao dos dela. - Ai sim? Aposto que tens pouco mais que eu. - disse, olhando para ela, e tentando observar pela sua expressão se o que dizia era verdade ou não. |
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| Leto of the Crows | 26 Jun 2009, 10:38 Post #482 |
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Wiskas Saquetas
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- Tenho 50 anos, se te interessa assim tanto saber - respondeu, sem o fitar. Só esperava que ele não viesse com a ideia de que podia tomar conta dele, porque já tinha idade suficiente. |
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| Sapiens | 26 Jun 2009, 10:46 Post #483 |
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Chefe da Estação
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Fernindande ia a reagir verbalmente com espanto, mas lembrou-se de algo de que já se devia ter lembrado. Ah, pois é, os elfos vivem durante mais tempo, e têm o relógio vital um pouco baralhado. Começou a cansar-se com a velocidade a que avançavam, ou talvez fosse psicológico, por saber que estava cada vez mais perto da entrada do senhorio. - De qualquer das formas, eu tenho vinte anos! Vinte anos! Para o padrão dos humanos, é uma idade mais do que suficiente para saber cuidar de mim! O problema é que estou algemado a esta responsabilidade desde que nasci! - insistiu. - De herdar isto! Fez um gesto demonstrativo para a frente, onde as luzes do senhorio estavam cada vez mais próximas. Quinhentos metros. |
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| Lifer | 26 Jun 2009, 14:45 Post #484 |
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A vendedora de jornais
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Karissa viu que Err K'torg já tinha parado de beber, e que estava preparado para "trabalhar" no que devia. Perguntou a um aldeão: - Olhe, onde é que está o Todo Sabedor...? |
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Liberdade sob a forma humana Invisibilidade no Limiar do Mal Falante ser esse que - Essencial é, à vida Remanescente de uma estirpe colorida… Lifer! És... a pequena borboleta florida! | |
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| SkyStorm | 26 Jun 2009, 15:43 Post #485 |
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Viajante de Honra
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Observou o pequeno grupo. Aparentemente, haviam perdido alguns elementos pelo caminho, a julgar pelo que as pessoas com quem ela falara no caminho, e que os tinham visto, lhe disseram. Deveria ser maior, com mais dois ou talvez três elementos pelo menos. Tanto melhor. Por precaução, observaria mais um pouco. Quando atacasse, teria de ser rápida para evitar interrupções. |
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| Leto of the Crows | 26 Jun 2009, 15:44 Post #486 |
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Wiskas Saquetas
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- Já tentaste dizer isso aos teus pais? Fugir nunca foi a melhor alternativa. E quando digo dizer, não é sugerir, é impores-te, mas de forma racional. Explicares os teus motivos, não dizeres que queres por queres. E, acima de tudo, não desistires mal te digam não. Abrandou o passo, ao ver que o rapaz começava a ficar cansado. |
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| Sapiens | 26 Jun 2009, 22:21 Post #487 |
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Baixou o volume da voz, visto que se começavam a aproximar demasiado, e não queria ser ouvido sobre estes assuntos pelos guardas de seu pai. - A minha mãe sabe perfeitamente o que me vem dentro da cabeça, só que não me dá ouvidos e desvaloriza os meus desejos! Está sempre a dizer que não tenho auto-controlo, e sou muito jovem... quanto ao meu pai... bem, com o meu pai não posso pensar sequer em dizer-lhe isto. Seria uma facada nas costas dele dizer-lhe que renuncio a sua herança, de bens, terrenos, e cargos. - fez um pausa, na qual sussurrou para a elfo - Por isso, nada de falarmos destes assuntos em voz alta dentro do senhorio. |
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| Leto of the Crows | 27 Jun 2009, 09:03 Post #488 |
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- Como é que queres enfrentar o mundo, se nem os teus pais consegues enfrentar? - Perguntou, de forma agreste. |
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| Sapiens | 27 Jun 2009, 11:33 Post #489 |
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- Chiiiiiiiu. - sussurrou, suplicando-lhe pela expressão para se calar. Em menos de um minuto chegaram ao local onde se avistavam as primeiras luzes. Era um portão decorado com motivos românticos, pintado com cores como o cor-de-rosa e o verde mar. Para cada um dos lados do portão, se prolongavam dois muros de cerca de dois metros, pouco decorados, e pintados nas mesmas cores. Dois archotes estavam à entrada do portão, juntamente com três guardas. Um deles, baixinho e atarracado, vestido com o uniforme cor-de-rosa e verde-mar, aproximou-se dos dois jovens. - Quem são vocês? - perguntou. A sua voz era fluente, e parecia bastante desadequada com o corpo que tinha. No entanto, parecia estar um pouco constipado. - Eu sou Fernindande d'ElMar, filho de Sir Aughuskgar d'ElMar; sou o legítimo herdeiro destes terrenos, e peço que me deixem passar a mim, e à minha companheira de viagem, Eryanna, para o interior das terras. - Fernindande, estás crescido. - disse o guarda. Fernindande ficou constrangido por não se lembrar sequer da existência daquele homem atarracado e baixinho. - A última vez que te vi foi assim há uns cinco anos, talvez? - Pois... hehehe.... estamos com pressa. - Ah, claro, passa, passa. - disse o guarda - Agora quanto à tua... companheira de viagem... ela já cá veio alguma vez? Um outro guarda aproximou-se com um livro na mão, o qual abriu, e viu-se que estava cheio de nomes de pessoas. A partir de meio, o caderno estava vazio. - Se não veio, terá antes de fazer o juramento. Fernindande olhou para ela, deixando que fosse Eryanna a responder. Sorriu-lhe, fazendo-a descontrair; o juramento não era nada de mais. Apenas uma série de palavras desnecessárias, e enfim. |
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| Leto of the Crows | 27 Jun 2009, 11:54 Post #490 |
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Apesar do sorriso de Fernindande, Eryanna franziu as sobrancelhas. - Que tipo de juramento? - Quis saber, não gostando especialmente do aspecto das coisas. |
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| Sapiens | 27 Jun 2009, 12:01 Post #491 |
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- É um juramento muito simples. - respondeu o guarda baixinho e gordo. Fez sinal ao guarda que tinha o caderno na mão para ir buscar qualquer coisa - Consiste numa espécie de segurança, muito fraca, diga-se de passagem. É dita uma série de regras acerca do estatuto do senhorio, e no fim só tem de jurar sobre a sua honra e a bandeira d'ElMar, que as vai respeitar. Simples formalidade... Fernindande fez que sim com a cabeça para Eryanna, confirmando as palavras do guarda. O outro guarda pareceu novamente, trazendo uma bandeira numa mão, e uma folha muito escrita na outra. - Podemos começar? - perguntou o guarda baixinho e gordo, pegando na folha que o outro trouxera. |
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| Leto of the Crows | 27 Jun 2009, 16:49 Post #492 |
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- Que assim seja, então - declarou Eryanna, enfadada. Fitou-os os dois guardas, esperando que lhe dissessem o próximo passo a dar. |
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| Griffin | 27 Jun 2009, 18:06 Post #493 |
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Ditadora local
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Zeca exclamou alegremente (ou pelo menos parecia alegre) para Err'Ktorg: - Rabo! Abanava a cauda, contente, na esperança de conseguir um pedaço de carne como recompensa. A mulher respondeu a Karissa: - Ainda não chegou, ninguém sabe realmente quando ele chega. |
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| Sapiens | 28 Jun 2009, 14:01 Post #494 |
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Chefe da Estação
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- Muito bem. - resmungou o guarda baixinho, ajustando o papel na sua mão para que lesse melhor as palavras. Nobre visitante: esta é a primeira vez que vais entrar no senhorio D'ElMar. Para que melhor compreendas a importância desta família e destes territórios cujos teus pés vão sobre eles caminhar, és informado por este meio de um breve resumo da história da obtenção da terra. As origens da família d'ElMar remotam a Fernindande I. Fernindande I tinha a ambição de fundar um clã que obtivesse uma certa independência dentro do reino de Porana. Conseguiu negociar com o rei a criação dessa nova família, o que representou um primeiro passo na aliança com a coroa, que mais tarde lhe veio a conceder o senhorio. O apelido d'ElMar foi o escolhido, pois reza a lenda que Fernindande I nascera do outro lado do oceano, nas longínquas terras dos lendários elfos. Fernindande I jurou fieldade ao rei de Porana e a todos os seus sucessores, e com esta ajuramentação, o rei de Porana concedeu a Fernindande I um lugar nas suas tropas, como general adjunto do famoso Gustaveland. Na batalha de Grivusakus, travada entre Porana e o antigo reino já extinto, a norte de Porana, Klauss, Gustaveland morreu com uma seta no coração. Fernindande I assumiu então as rédeas da batalha, e Porana venceu a guerra, anexando os territórios de Klauss aos seus próprios domínios. O rei de Porana recompensou Fernindande I com o título de vassalo conselheiro, e estabeleceu-se uma relacção entre ambos de sinceridade, quase de igual para igual. Fernindande I pediu humildemente ao rei, em troca de uma aliança entre a coroa e a família d'ElMar vitalícia, terrenos próximos da fronteira, para que o clã d'ElMar, ao mesmo tempo que usufruisse das suas terras, pudesse vigiar a acção da fronteira com Lapko, o príncipal rival de Porana. O rei concedeu o senhorio. O senhorio d'ElMar. O actual senhor d'ElMar, detentor da poderosa aliança com o rei e dos territórios que englobam todo o senhorio, é Sir Aughuskgar d'ElMar, que sucedeu seu pai, Mulavaka d'ElMar, que sucedeu seu pai Fitzetaldis d'ElMar, que sucedeu seu pai Espiga Azul d'ElMar, que sucedeu seu pai, Weasley d'ElMar, que sucedeu seu tio, Lamass d'ElMar, que sucedeu ao seu pai, Kratusmegaspicasxicas d'ElMar, que sucedeu ao seu abençoado pai, Fernindande I. Ao entrar neste território, o nobre visitante deve afirmar pela sua honra que as suas intenções não se viram, de qualquer forma, contra Porana e o respectivo rei, ou contra a familia d'ElMar e seu respectivo Sir. O nobre visitante deve estar informado também de que, embora esta regra varie de estatuto para estatuto, deve respeitar sempre os residentes do senhorio, e não poderá abandonar a terra sem o conhecimento de Sir Aughuskgar d'ElMar. Pedimos então que jure que as suas intenções não sejam malignas. - Pronto, agora é só a senhora dizer algo como "juro que não tenho más intenções, e afirmo sobre a minha honra que compreendi o que foi dito", enfim. A mesma conversa de sempre. Ah, e depois escreva aqui o seu nome e assine. - estendeu-lhe o caderno cheio de nomes. |
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| Leto of the Crows | 28 Jun 2009, 18:21 Post #495 |
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Wiskas Saquetas
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Escutou tudo atentamente, sem perder nenhum pormenor. Depois acenou, quando o guarda lhe disse o que haveria de proferir. - Juro que não tenho qualquer má intenção contra o reino e compreendi perfeitamente o que me foi dito. - Pegou no caderno. - Alguma coisa para escrever, se não se importam. |
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