| #1 - Pela Calada da Noite | |
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| Tweet Topic Started: 15 Mar 2009, 16:56 (23,609 Views) | |
| Griffin | 22 Jun 2009, 11:31 Post #451 |
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Ditadora local
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Açabar olhava pela janela...nada acontecia, outra vez. Ainda não tinha chegado nenhuma notícia de Aclam, nem do seu reino. Decidiu pegar no seu telescópio e observar aves, o seu passatempo preferido. - Que magníficas aves! Um Parus major! Um Phylloscopus collybita! Hippolais icterina! Athene noctua! - Virou o telescópio para a estrada. - Um Equus ferus!...Alto lá, isso não é uma ave. Pela estrada, aproximava-se Jaquim no seu cavalo, acompanhado por um burro com carga, que estranhamente corria tão rápido quanto o cavalo. A Senhora D'El Mar encontrava-se no burro, ainda inconsciente e amarrada por cordas, pelo sim pelo não. Quando chegaram, Jaquim transportou-a aos ombros para dentro do pequeno poste fronteiriço, para a sala das detenções. Açabar já lá se encontrava. - Isto é Jaquim? - Perguntou Açabar. - Uma mulher. - Respondeu Jaquim, após um embaraçoso silêncio em que Açabar olhava aborrecido para Jaquim, este continuou: - Hum...encontrei-a a dirigir-se para a cidade de Querrulian com mantimentos, recusou-se a dizer-me porque se dirigia nessa direcção e supus que pudesse transportar mantimentos para a escola secreta, ou a que supomos que exista. - Fez bem Jaquim. Coloca-a atrás das grades, quando ela acordar, fazemos o interrogatório. Jaquim obedeceu a Açabar e ambos esperaram que a mulher acordasse. Após alguns minutos de silêncio, decidiram conversar um pouco: - Eu hoje vi um Hippolais icterina. - Mentira! - Verdade! Eu nunca minto! A Senhor d'El Mar despertou de repente, como se tivesse sido trazida para o mundo da consciência com um empurrão repentino. - Hm...? - grunhiu, enquanto tentava identificar o que se estava a passar. Ambos se calaram e olharam para a Senhora d'El Mar. Açabar aproximou-se dela. - Que bom vê-la acordada. Eu sou o General Açabar, do reino de Porana - Mentiu, tal como Jaquim o tinha feito antes com ela. - Soube que a Senhora se recusou a dizer a razão da sua viagem a Querrulian. A Senhora d'El mar lançou-se furiosamente contra as grades. - Idiotas! O meu filho vai matar-vos! - Minha Senhora, então? Tenha maneiras. - Repreendeu Açabar - Podia dizer-nos o que ia fazer a Querrulian? - Eu não ia Quelurrian, suas bestas quadradas, nada vos cabe na cabeça, seus.......! - Então dirigia-se para onde? - Para o senhorio do meu marido, o grande Senhor d'El Mar! Eu expliquei isso ao seu estúpido amigo, mas ele não me deu ouvidos! Açabar virou-se para Jaquim e sussurrou-lhe: - Alguma vez ouviu falar de um tal Senhor d'El Mar? - Nunca, e já estou naquela zona há algum tempo. Açabar voltou-se de novo para a Senhora d'El mar. - E toda a carga de transportava era para o seu marido? A Senhora d'El Mar tremia de raiva. - A carga que eu levava, caso ainda não tenham tido o descaramento de espiar, eram panelas, roupas, comida e outros acessórios da minha casa na capital! Estou em mudanças! E continuou. - Agora, libertem-me imediatamente, ou eu vou gritar pelo meu filho tão alto, tão alto, que depois de ficarem surdos vão ficar SEM CABEÇA! Ferniiii!!!! Ferni!!!!! Jaquim sussurrou de novo para os ouvidos de Açabar. - O filho dela é o burro, a mulher é doida. - Vamos mantê-la aqui até que ela se digne a dizer a verdade. Saíram ambos da sala, sem sequer dar comida ou água à mulher. No entanto, e durante muito tempo, a mulher continuou a gritar pelo mesmo nome, vezes e vezes sem conta... |
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| Lifer | 22 Jun 2009, 12:00 Post #452 |
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A vendedora de jornais
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Karissa continuou calmamente a comer, com o grupo ao pé, sempre, não fossem eles desaparecer. - Então que sugeres que lhes perguntemos...? - perguntou a Corinne - "Sabe alguma do que o outro reino possa estar a tramar? É tão estranha, esta calma..."-até parece que somos como o rei. - Disse. Olhou para as pessoas em volta e diisse: - Perguntar isso até nem era má ideia - corrigiu-se. Terminou de comer o que estava a comer e pegou numa caneca que se certificou de não ser cerveja e que, ao beber, reconheceu que era vinho. Quase fez uma careta e pousu-a de novo. Não gostava de vinho, e cerveja eras para bêbados e ela nem se atreveria a prová-la. Alguém a abordou. - Não gosta do nosso vinho? - perguntou essa pessoa. Karissa ficou embaraçada e virou-se. Era Doran! - Ei, mas és tu! Que estás aqui a fazer? - baixou o tom de voz, mesmo sabendo que com o barulho, nem fazia diferença - Não estavas numa missão para o rei? - Oh, sim, e estou! Mas parámos aqui esta noite. Mas afinal que se passa aqui, que estão a festejar? - perguntou enquanto Doran lhe oferecia água porque ela não tinha gostado do vinho. Chamou Corinne à atenção para que ouvisse o que se passava. - O Todo-Sabedor veio cá. Aliás, todos os anos vem. - Fazer o quê...? - Oh, ele ajuda-nos. Desde que que te passei a ensinar que passei só a vir cá todos os anos apenas nesta festa. Aliás, vim agora passar cá na minha verdadeira cidade quando foste para essa missão. - E que mais ele faz? - Basicamente, é só isso. - encolheu os ombros - Eles responde às perguntas e dúvidas que os aldeões têm e ajuda-nos, dizendo até mais para o fazer, se for preciso. Ele é boa gente. - comentou. - Ele sabe "tudo". Por isso lhe chamamos o "Todo-Sabedor". ___________ P.S. A Griffin disse-me o que o Todo-Sabedor fazia, não se preocupem, eu não inventei |
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Liberdade sob a forma humana Invisibilidade no Limiar do Mal Falante ser esse que - Essencial é, à vida Remanescente de uma estirpe colorida… Lifer! És... a pequena borboleta florida! | |
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| Leto of the Crows | 22 Jun 2009, 14:01 Post #453 |
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Wiskas Saquetas
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Sorriu, ao escutar a pergunta. - Guardo muitas recordações. Situa-se nos meandros de uma densa floresta onde pouca gente se aventura a ir. Há quem tema os animais que vivem por lá. Mas nós conhecemo-los e amamo-los como se fizessem parte da nossa família. Vivemos juntos na mesma terra e em paz. Dividimos a mesma comida que a natureza faz questão de nos oferecer, a mesma água que corre rio abaixo e que mais cedo ou mais tarde acabará por alimentar as terras cultivadas dos humanos. As estrelas começavam a pontear o céu, notou, olhando para cima. As vozes roufenhas dos festejos da cidade ficavam já longe, permitindo escutar o estridente ruído dos grilos, e o bater de asas de algum morcego que se aventurava já, procurando alimento. |
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| Sapiens | 22 Jun 2009, 14:13 Post #454 |
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Chefe da Estação
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Fernindande continuou a sua sessão de perguntas, à medida que tentava absorver os aspectos mais importantes do que Eryanna dizia. Punha de parte os devaneios poéticos que ela parecia anexar aos seus diálogos de forma automática. - Como fizeste para atravessar o mar até aqui? |
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| Leto of the Crows | 22 Jun 2009, 14:22 Post #455 |
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Wiskas Saquetas
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- Comprei passagem num navio - respondeu, sendo mais que óbvia a resposta. - Não viria a nado. Os monstros marinhos são demasiado vorazes para me arriscar a tal perigo. |
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| Sapiens | 22 Jun 2009, 17:08 Post #456 |
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Chefe da Estação
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- Conta-me. - disse ele, um pouco corado por ter perguntado algo tão óbvio. No entanto, já a noite caíra, e era bastante difícil que alguém notasse a mudança de cor da sua face. - Existiam canções, nesse outro lado do mar? |
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| Leto of the Crows | 22 Jun 2009, 18:47 Post #457 |
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Wiskas Saquetas
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- Se havia! O que seria uma terra sem canções, senão uma terra de mortos? E mesmo esses cantam se os souberes ouvir - comentou, rindo-se levemente. - Não queres que eu as cante, pois não? |
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| Sapiens | 23 Jun 2009, 08:55 Post #458 |
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Chefe da Estação
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Permaneceu silencioso durante uns segundos, não sabendo como havia de lhe pedir para cantar sem parecer indelicado... - Hm... bem, só uma ou duas, para adicionar ao meu repertório... hehehe.... - E agora, ou ela aceitava e corria tudo bem, ou não aceitava e ele dava barraca. |
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| Kathleen | 23 Jun 2009, 20:26 Post #459 |
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O Mal
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Corinne levou a mão ao queixo, depois bebeu mais um gole de vinho, depois olhou para Karissa. — Se esse sabichão sabe tudo, podemos perguntar-lhe o que precisamos de saber. |
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"I've seen your flag on the marble arch, and love is not a victory march, It's a cold and it's a broken Hallelujah." | |
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| Leto of the Crows | 23 Jun 2009, 21:08 Post #460 |
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Wiskas Saquetas
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- Nunca tive muito jeito para cantar, apesar dos elfos terem fama disso - observou. - Mas posso fazer um esforço. Meditou um pouco, escolhendo a canção mais interessante que conhecia e começou a cantar: Nas vagas do mar que ondula Hoje te aportaste, de vela estendida. Que a terra te chamava, na candura Da sua terna voz de menina. E, mal pisaste a areia, viste-a, Dançando no alto da duna, cabelo ao vento. Que parecia ela que se despedia De ti, que a esperaste sempre, atento. E correste, que não querias que te escapasse, A bela donzela daquela terra d'areia. Correste e deixaste que o mar levasse, Barco que te prendia ao mar, à voz da sereia. E subiste e desceste a duna. E viste o verde prado onde ela corria. Tão viva e descalça, dos pés desnuda, A doce donzela que a ti seduzia. E ficaste-te, esqueceste a sereia do mar, Que a donzela era viva e palpável, de barro e argila. Agora tua, que a cultivas com o amar, A terra segura onde ancoraste, um dia. |
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| SkyStorm | 23 Jun 2009, 21:28 Post #461 |
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Viajante de Honra
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-Ora, isso é que é ânimo! - disse Arien, aproximando-se de Err'Ktorg. Estendeu-lhe uma garrafa de vinho. - Toma, bebe mais um pouco. Dizia-o olhando para o lado, como se no meio daquela festa estivesse já preocupada com outro conviva. Como se aquela oferta tivesse sido apenas casual. Na verdade, evitava apenas que ele lhe despendesse demasiada atenção e se apercebesse de quem ela poderia ser. O que ela procurava ali, naquela festa, era o alvo da sua missão. E acabara de o encontrar. |
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| Alfador | 24 Jun 2009, 01:22 Post #462 |
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O Maquinista
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Err'Ktorg fitou a mulher, começando a arreganhar os dentes, tirando-lhe repentinamente a garrafa da mão. - Gah! - exprimiu ficando somente com a garrafa na mão. - À falta de acção aqui, toda a gente está demasiado feliz. Olhou em volta, pensando no que poderia fazer, completamente ignorando a mulher que se aproximara. E infelizmente para o grupo, o primeiro passo de Err'Ktorg foi usar a cauda para provocar alguém cair, em "descuido". |
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| Lifer | 24 Jun 2009, 08:01 Post #463 |
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A vendedora de jornais
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Karissa olhou para Corinne e assentiu: - Era boa ideia - bebeu ela um pouco de água - Mas disso ele talvez não saiba nada, alguma coisa como as vigias da fronteira, talvez? E os aldeões também podem saber de alguma coi... Intorrempoeu a sua fala quando ouviu um baque e viu Érr K'Torg a deitar alguém ao chão com a cauda. Aparentemente fora sem querer, porque continuava a beber e nem se virara. |
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| Kathleen | 24 Jun 2009, 17:56 Post #464 |
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O Mal
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— Se ele sabe tudo tem de saber mesmo tudo, ou então é só uma falsificação. Hmph. — Inclinou a cabeça para arvorar desprezo por aquelas tradiçõezinhas manhosas. Virou a cabeça, quase estalando o pescoço, ao ouvir o barulho súbito, mas fora só o bêbedo do Err'Ktorg a deitar alguém ao chão. Se não tinham cuidado ainda eram postos dali para fora. — Karissa, não acha boa ideia ir ter com ele para ver se o acalmamos? Não queremos ser corridos antes de falarmos com o todo-sabichão. |
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"I've seen your flag on the marble arch, and love is not a victory march, It's a cold and it's a broken Hallelujah." | |
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| Lifer | 24 Jun 2009, 18:22 Post #465 |
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A vendedora de jornais
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Karissa concordou: - Excelente ideia. Gostava era de saber onde está o sabichão. - Cautelosa, aproximou-se de Err K'torg. - Erm, Érre K'torg... acho que devias parar de beber um bocadinho... - pediu entredentes. Recuou uns passos, não fosse ela bombardeada pela cauda do... monstro. |
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