| #1 - Pela Calada da Noite | |
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| Tweet Topic Started: 15 Mar 2009, 16:56 (23,630 Views) | |
| Sapiens | 24 Mar 2009, 12:21 Post #136 |
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Chefe da Estação
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O sol já começava a descer em direcção ao horizonte, e dentro de no máximo quarenta e cinco minutos teria desaparecido. Fernindande não gostava dessa fase do dia, mas também não sabia explicar porquê. Olhou na direcção da mãe, que estava a juntar todas as malas junto à porta. - Mamã... - disse - Não seria mais inteligente partir de manhã, e caminharmos durante todo o dia, do que nos fazermos à estrada a esta hora? - Está mas é calado, e vai buscar o burro às traseiras, para lhe atarmos a carga às costas! - resmungou ela, irritada por uma dos sacos de pano se ter rompido, e nacos de carne terem caído no chão. - Chiça! Isto tinha logo de acontecer! Pegou na carne, limpou-a à sua própria roupa, e colocou-a num outro saco. Fernindande, esse, saiu da vdivisão e foi buscar o burro. Estava a dormir, como gostava muito de fazer. O Herdeiro d'ElMar desatou a corda que o prendia a um cabo espetado no chão, e puxou-o pelo pescoço. - Vamos lá, burro! Não tenho o dia todo! Mas o burro não se mexia. Era teimoso, sim. Fernindande resolveu tentar puxá-lo pela cauda. Má ideia, pois levou um coice na barriga que o fez cair no chão. Gritou de fúria, e voltou a erguer-se com dores. Dessa vez optou por empurrar o burro na direcção que o queria levar. Deu um passo, dois... nada mais. O raio do burro não queria sair dali! Foi então que a Senhora D'ElMar apareceu, vinda do interior da casa. - Então? Demora muito, Ferni? - perguntou ao filho, aproximando-se do burro, e dando-lhe uma estalada no pescoço (ao burro!) - Toca a andar que se faz tarde, Rogélia! O burro começou a andar. Rogélia?. Mas o burro era macho, isso até Fernindande conseguia ver! Decidiu não comentar para a mãe não ficar ainda mais mal disposta. Havia um facto que ainda não tinha sido contado: a mãe nunca tratava o burro duas vezes pelo menos nome. Ainda naquela tarde lhe chamara Inácio, agora chamava-o Rogélia, amanhã chamar-lhe-ia o quê? Obélix? - Isso mesmo, Obélix. - disse a mãe de Fernindande para o burro. Colocaram as coisas às costas do pobre animal, e fecharam a porta de casa. Trancaram-na, e no interior também a bloquearam. Finalmente, cinco anos depois da última visita, iriam regressar ao Senhorio de seu pai. Mas, desta vez, seria de forma definitiva. Em princípio, não mais voltariam. Por esta altura Fernindande já deixara para trás o choque inicial daquela luta com o lagarto-que-guinchava-como-uma-menina. Aliás, toda a coragem já regressara, e se ele se atravessasse no seu caminho, ficaria bastante ferido. A espada de Fernindande era afiada o suficiente para penetrar naquelas escamas frágeis. O sol pôs-se, lá ao fundo, e os raios que emitia deixaram de ser visíveis. A noite iria chegar muito em breve. E Fernindande e a mãe passaram as muralhas de Quarason, juntamente com o Inácio, ou a Rogélia, ou o Obélix. Tiriri, Tititi Tão oh encontro, Encontro sempre a estrada... |
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| Noarin | 24 Mar 2009, 14:00 Post #137 |
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Iniciante
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Estava quase a aterrar, já avistava o grupo. Comecei a descer a pique. Um grito. Ou mais... um espirro? Uma grande luminosidade saiu no meio de uns arbustos, e atingiu as minhas asas em cheio. As penas começaram a arder, apesar de não me doer. Agora não conseguia voar. Ou pelo menos, quase não conseguia. Comecei a aproximar-me cada vez mais do chão, frio e duro. Apesar de bater as asas com toda a minha força, o ar passava entre elas. Ouviu-se um violento baque e bati no chão. O meu corpo começou a transformar-se, dando o lugar ao corpo humano. Agora estava no meio do chão, a contorcer-me de dores. Agora sim, doía mesmo muito. Reuni a minha força na garganta e gritei. - Socorro! |
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| Dann..@ | 24 Mar 2009, 14:02 Post #138 |
Iniciante
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Estava muito bem na minha humilde habitaçao quando senti uma forte vibraçao de luz.Algo que me incomodava profundamente. Senti que veio de sul.Fui ver pois sou bastante curioso.E vi uma especie de fada-macho.Uma coisa que nao se ve todos os dias. Queria falar e conhece-lo mas tinha vergonha e medo pois a fonte de luz provinha dele.Mas arrisquei e fui falar com ele. -hmm...olá..ahh..eu queria te perguntar..que especie de..ahh..criatura tu és? |
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| Griffin | 24 Mar 2009, 14:08 Post #139 |
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Ditadora local
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Robert apressou-se a acompanhar o passo de Err'Ktorg, já o pequeno Chioglossa montara Zeca para manter o ritmo rápido. - Eu sou Robert, vou também ao ponto de encontro para vos dar todas as informações que precisam. Ouviu-se um espirro enorme e um clarão, algo caiu do céu e ouviram-se de seguida uns gritos abafados. - Não sei o que foi aquilo...mas vamos ignorar que já estamos atrasados! |
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| Ricardo | 24 Mar 2009, 14:13 Post #140 |
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Iniciante
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Vi a Fênix a cair a gritar socorro... Meu deus... Será que fui eu que causei isto??? Tenho que o ir ajudar.... No preciso momento alguém me falou... Estava a acontecer muitas coisa... Não ia ser mal educado, por muito que não quisesse fazer muitos amigos... -Chamo-me Dreidar, vivo à alguns anos...Sou um Vampiro Fada... -disse eu, um bocadinho espantado,visto que foi único a falar comigo depois daquele valente espirro!!! Ele tinha uma aparencia um bocado má... Era sujo... E comparado aos outros era ligeiramente mais feio... Tinha a certeza que já o tinha visto... Não sei o que dizer... Parecia fraco... - Vamos ajudar aquela bonita Fênix... Parece que os outros nos ignoraram e nos abandonaram... Eu vou ajudar a Fênix, pois acho que ela viajava com aqueles seres... |
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| Dann..@ | 24 Mar 2009, 14:22 Post #141 |
Iniciante
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-Prazer.Nao sei o meu verdadeiro nome mas as pessoas apelidam-me de Tominum.Controlo a energia negra.Parece que somos dois pólos opostos.Há mais como nós.Conhece-los?É que preciso de ajuda! Acho que ja o tinha visto em algum lado..Nao sei onde...Parecia que ele era-me familiar. Quem me dera recuperar a estupida da minha memória. Mas uma coisa é certa.Tenho que ajudar a pobre da féniX.Mas como?Eu nao tenho poderes curativos.E nao sei se ele os tem. |
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| Leto of the Crows | 24 Mar 2009, 14:29 Post #142 |
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Wiskas Saquetas
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Um repentino brilho ofuscante encheu a orla da floresta. Eryana fechou os olhos por momentos, antes de poder ver o que fora aquilo. Contudo, o fenómeno parecia ainda não ter acabado. Como em resposta, uma fénix, que só poderia ser o rapaz que ajudara o pobre cachorro, caiu do céu sem direcção, aterrando de forma preocupante, entre eles. Levantou-se de um salto hábil, e aproximou-se com passadas rápidas. |
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| Lifer | 24 Mar 2009, 14:45 Post #143 |
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A vendedora de jornais
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Karissa sorriu ao ouvir as palavras de Eryana, e agradeceu pela resposta à informação que lhe dera. Eryana era bem simpática, sem dúvida. Uma boa companhia. Então um clarão ofuscou-lhe os olhos, a vista, depois de ter ouvido um espirro muito alto. Bem gostava de levar aquilo à piada, dizendo "saninho", mas n~´ao era boa altura. Eryana tinha ido socorrer Farniel, e Karissa achou que era por bem que devia ir com ela. Afinal precisava de assistência. - Ferimentos graves? - perguntou à elfo, antes de olhar. |
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Liberdade sob a forma humana Invisibilidade no Limiar do Mal Falante ser esse que - Essencial é, à vida Remanescente de uma estirpe colorida… Lifer! És... a pequena borboleta florida! | |
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| Ricardo | 24 Mar 2009, 19:47 Post #144 |
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Iniciante
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Aquela simpática humana falou comigo... Estava ao pé daquela bonita elfo de cabelo preto... - Sim, há feridos... Este animagus, se não me engano, está ferido... Os meus poderes curativos não são suficientemente fortes para o curar... Precisamos de um profissional na arte de curar...- disse, tentando ter alguma simpatia... Pois na minha vida nunca falei com um humano... Ouvi dizer que tinham sentimentos muito fortes. - Onde podemos encontrar um lugar, um médico que nos possa ajudar? - Perguntei orgulhoso por me estar a dar bem, finalmente, com alguém. |
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| Noarin | 24 Mar 2009, 20:13 Post #145 |
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Iniciante
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Agora que estava no meu corpo humano, os meus braços doíam mesmo muito. A roupa estava queimada e tinha queimaduras graves na pele que cobria os braços. Claro que não podia curar-me a mim próprio, já tinha tentado uma vez, e não resultou. Se talvez Corinne, com a sua magia, ou Eryana... Quem era aquele que espirrou? Quase me matava... - Ah... isto doi mesmo muito. - olhei em volta, à espera de algum consolo, ou ajuda. Agora encontrava-se quase toda a gente em minha volta. |
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| Ricardo | 24 Mar 2009, 20:21 Post #146 |
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Iniciante
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- Desculpa se te magoei... Não era a minha intensão... Eu não te posso curar, só posso fazer com que alivie... - Disse com vergonha, pois tinha cometido aquele desastre... Não fiquei parado pus-me de pé, virei a asas contra ele, sacudi as minhas asas... - Espero que estejas melhor... Não posso fazer muito... Desculpa! - Disse eu com arrependimento de ter feito aquela asneira e não a conseguir resolver como deve ser! - É impressionante como eu consigo fazer tantos estragos... Logo na primeira vez em que encontro alguém com quem falar... - Resmunguei. |
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| Dann..@ | 24 Mar 2009, 21:02 Post #147 |
Iniciante
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Observei atentamente como as criaturas se davam entre si para aprender mais a interagir com pessoas. É impressionante.Uma criatura tao pequena causar tanto estrago com um só espirro.Deve ser mesmo poderosa. Pensei. Tinha que fazer qualquer coisa.Nao podia ficar ali a ver uma pobre animagus (ou lá como o chamam) a contorcer-se de dor.Mas como sabia que nao podia fazer nada para aliviar fiquei calado. Pode ser que eles precisem dos meus poderes noutra altura. Nunca conheci gente tao estranha mas acho que eles me podem ajudar a desvendar os segredos do meu passado. |
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| Lifer | 24 Mar 2009, 21:49 Post #148 |
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A vendedora de jornais
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Isto está uma confusão, pensou, ao observar o amontoamento de pessoas que tinham aparecido ali sem razão aparente. Eram estranhos, seriam para vir espiar o reino inimigo também? Será que o rei tinha mandado tanta gente para espiar, e assim pssarem despercebidos? Não lhe parecia. O rei poderia ser um pouco maluco para os mandar espiar o reino inimigo porque estava calmo, mas não era burro. Não gostava de amontoamentos de gente. Como a resposta daquele que tinha espirrado não lhe tinha respondido à pergunta mas só tinha dito o que já todos sabiam, e ela não ficou satisfeita, e Eryana também não tinha, ainda, respondido, decidiu afastar-se. Foi ter com Santiago e comentou: - Isto está uma confusão... Olhou para a pequena flor que Eryana tinha replantado, e reparou que com o amontoamento de gente desconhecida alguém a tinha pisado. Não só a ela, mas a muitas das flores que se encontravam ali. Era uma tristeza, como as pessoas podiam ser assim. Enquanto pensava, mexia nos seus cabelos. Como seria possível haver gente tão...negligente à natureza? Se notar, tinha dito estas palavras em voz alta. Olhou para Santiago, depois de se aperceber disso...e nesse momento reparou que não mexia nos seus cabelos, mas sim nos dele. |
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Liberdade sob a forma humana Invisibilidade no Limiar do Mal Falante ser esse que - Essencial é, à vida Remanescente de uma estirpe colorida… Lifer! És... a pequena borboleta florida! | |
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| Leto of the Crows | 24 Mar 2009, 21:55 Post #149 |
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Wiskas Saquetas
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- Não tenho magia para curar feridas. O máximo que poderei fazer são ligaduras, e escolher ervas que lhe abrandem a dor - comentou Eryana, ajoelhando-se junto dele. Não lhe agradava nada aquela situação. Parecia que o rei tinha permitido que demasiada gente se candidatasse a tal "projecto". O que teria dentro da cabeça? Areia? Se um grupo daquele género fosse espiar o reino inimigo, acabariam todos enforcados. Levantou-se para ir buscar a sua mala. |
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| Ricardo | 24 Mar 2009, 22:03 Post #150 |
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Iniciante
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Apercebi-me que a bela humana não estava a entender o que se passava... Eu apercebi-me que eles faziam um grupo... Se calhar não me queriam lá... Mas o destino mandou-me vir ter com esta gente... Podia ser que servisse para alguma coisa, pois estes anos todos só sabia fazer uma coisa: Comer e treinar. Vi que ela se afastou para falar com um outro humano. Não tive sequer tempo para lhe tentar explicar... A resposta da simpática elfo encheu-me de felicidade! - Muito obrigado, elfo! Obrigado por me ajudares a resolver este pequeno acidente que causei... Espero não estar fazer com que perdas o teu tempo! - Disse como se estivesse a implorar... Vi umas pequenas flores, de baixo de mim... Estavam mortas... Outro erro, mas este eu podia resolver! Estendi a mão e uma luz fez com que a bela planta ganha-se energia suficiente para voltar a "sorrir" para nós! Não gostava de matar plantas sem ser árvores... Bastava as árvores. |
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